Vídeos protegidos contra download não autorizado – DRM Streaming

Comecei a pesquisar sobre como proteger meu conteúdo na Web, especialmente vídeos. Percebi que a NetFlix e a Amazon “entregaram os pontos” ou escolheram a via mais barata que era permitir do download de seu conteúdo para seus assinantes. Será que é impossível proteger meus vídeos contra download não autorizado? Há anos havia pesquisado sobre o tal DRM Streaming e seu suposto preço exorbitante. Será que vale a pena mesmo?

Tempo, Dinheiro e ouvir conversa fiada foi a receita para minhas descobertas no ramo do combate a pirataria. Os sabores eram variados: meses, dólares, pires cheio de conversa fiada. Eu precisei comprar muita coisa para experimentar os resultados.

Proteção de vídeos por tokens

As primeiras empresas que pesquisei ofereceram proteção dos vídeos por tokens. A estratégia até pareceu interessante: inserir um monte de caracteres junto ao código do vídeo. Estes caracteres (também chamados de tokens) correspondiam a data e a hora limites para assistir cada vídeo. Era chuva e eu estava me molhando mesmo, então resolvi abusar: quis também soluções em que eu pudesse inserir o CPF do aluno no meio do vídeo. Foram três empresas que detectei com este serviço e, naturalmente, para que você conheça o nome destas empresas precisará de alguns dólares de sua carteira para esta consultoria clicando aqui . Lembre-se de que ao clicar neste link você precisará contribuir com a distribuição de renda (a sua) comigo.

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O atendimento que recebi das empresas analisadas foi até bom, mas quando uma matilha de várias notas de lobo-guará entraram em cena consegui experimentar o produto e falar com os engenheiros chefes. A minha equipe, preciso dizer, foi excelente. Juntos, analisamos cada detalhe e finalmente descobrimos a verdade. Engraçado como a verdade só aparece com a ajuda de “vários animais juntos” e muita persistência.

Descobri que é possível baixar o vídeo com ou sem o token usando um programa bem conhecido: downloadHelper. Também era possível retirar o token e assim eliminar a validade do vídeo. A restrição de visualização do vídeo por domínio funcionou e algumas empresas permitiam a inclusão do CPF do usuário na tela do vídeo. Alguma programação de minha parte e seria fácil incluir este CPF em posições aleatórias do vídeo, enquanto ele fosse assistido. Lembro que “restrição de vídeo por domínio” significa a arte de exigir que o referido vídeo só funcione em determinado(s) domínio(s)!

Como o resultado foi um fracasso os lobos retornaram à matilha. Houve acordo.

Proteção de vídeos por Streaming DRM

O passeio pelo streaming por DRM foi mais cansativo e só houve frutos na terra do Tio Sam.

Os vídeos protegidos por tecnologia DRM realmente conseguiram resultados excelentes, principalmente contra o desagradável DownloadHelper. Consegui explorar com bastante êxito funções como o bitRate adaptativo (entregar o vídeo na melhor qualidade possível para o usuário), proteção de vídeo por domínio e inclusão do CPF do usuário em posições aleatórias do vídeo.

Amigos, não vou ficar fazendo explicações vazias que o wikipedia faz muito bem. Resumo: usando DRM o vídeo é bem protegido contra download não autorizado e também o CPF em posições aleatórias do vídeo. Este processo é satisfatório contra a gravação total da tela por parte do usuário.

Caso pretenda ver uma demonstração basta clicar aqui.

Proteção contra gravação de tela

Várias empresas foram consultadas sobre este assunto: Cisco, Zoom , Adobe Conection .

O Cisco foi o mais interessante. Uns quinze dólares foram suficientes para uma ligação internacional de trinta minutos. O rapaz até me ensinou a pronunciar “event” ( confesso que não sabia ).

Zoom foi educadíssimo, embora tenha demorado muito na resposta por email!

Adobe Conection disse que oferecia proteção contra o download de uma transmissão ao vivo, mas a verdade é que nenhuma das três maiores empresas de tecnologia de eventos ao vivo permitem o envio de CPF na tela ou ofereceram garantias reais contra este tipo de pirataria.

Concluí que é impossível evitar que alguém grave a tela enquanto assiste um vídeo (palavra das maiores empresas do mundo no setor, não eu). O CPF é a única proteção contra esta prática. Venhamos e convenhamos, é um saco gravar a tela toda. O arquivo fica gigante e é preciso convertê-lo novamente para um formato menor e depois realizar novo upload para um servidor decente. Um trabalho exaustivo. O CPF já desencoraja bem os espertos de ocasião.

Restou a dúvida… Por que a Amazon e a NetFlix deixam baixar seus vídeos?

  1. Quando o usuário baixa um vídeo, principalmente os de uma série, os vídeos anteriores são apagados automaticamente;
  2. Os lançamentos são vários e o custo da assinatura é pequeno em relação ao esforço para assistir um material furtado na internet;
  3. Vai saber, né?

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